Ataque da Mosca das Frutas

3 Dec 2015

A larva que estragou o pêssego chama se “Mosca das Frutas”

 

 

*Foto da Embrapa.  Esquerda femea, direita macho.

 

Ela ataca muitos espécies de frutas e o seu estrago é muito grande.

Se não fizer o controle pode perder 100% da produção, como no caso da fruta no quintal.

O dano econômico é tanto que vários países como Japão, Estados Unidos fizeram exterminar este inseto. Por isso exportar fruta brasileira para estes países existe a norma super rigorosa para evitar reinfestação.

A pesar da larva é nojenta, se ingerir acidentalmente não tem risco da saúde.

A fruta estragada perde o valor comercial mas pode consumir tirando a parte estragada.

 

No pomar comercial, qual tipo de fruta que seja, também no meu pomar, tomados duas medidas para o controle.

 

-A primeira o uso da isca tóxica.

Como no caso do mosquito, precisa alimentar do sangue para poder produzir ovos, a mosca das frutas precisa alimentar de proteínas para produzir ovos.

Então o uso de atrativo proteica misturado com a insecticida, aplicado na borda e no interior do pomar, diminui a população do adulto da mosca.

 

-A segunda é a pulverização da insecticida no pomar no momento certo.

A mosca começa atacar quando a fruta inchar e ficar perto da sua maturação.

Então pouco antes de neste momento passa inseticida e mata a larva recem nascida.

A larva começa mergulhar para o centro da fruta logo logo, assim qualquer produto fica fora do alcance.

 

Mas temos problema.  Exsiste muito pouco produto registrado na cultura e a sua ação é insuficiente.

Por que?

No Brasil tem a norma de registro do defensivo é demasiadamente burocrático e seu processo leva muitos anos além de ser muito honeroso.

No Brasil, o maior mercado de defensivos é para os cereais como soja e milho.
Naturalmente o fabricante não interessa registrar e introduzir novos produtos para o setor de hortifrúti por questão de custo benefício..

Quem tem que se virar no meio é o produtor.

 

Imagine o exemplo da dificuldade.  Tem um produto cuja carência para colheita é 14 dias mas o efeito dura apenas 7 dias.  Não dá para usar.

Infelizmente hoje na cultura do Pêssego não tem produto que tem a carência menor do que duração do efeito.

Daí abre a janeira para que a larva da mosca desenvolver.

 

O meu 15 anos de trabalho do pêssego sempre tive o problema da mosca.  Mas não nesta intensidade.  Pelo tamanho da mosca todo igual nas todas as frutas do talhão inteiro, indica que o ataque ocorreu no talhão inteiro questão de 1, 2 dias com o grande número de adultos.

Algo anormal.

Associado a chuva todo dia no período, dificultou a entrada de pulverizador no pomar, provocou atraso de trabalho de proteção.

 

Agora diante, apartir de fevereiro já começa a safra do caqui.

Vou levar esta lição para proteger o caqui.

Pretendo reforçar a armadilha com a isca.

 

Fico indignado comigo mesmo.

Trabalho ano inteiro com a dedicação total e investindo adubo, defensivo pagando o preço muito superior da infração, comprando as caixas todo pronto, por falta de trabalho no último segundo falhei água por baixo.

 

Mas ganhei a lição.

Parceiros me oferecendo ajuda acreditando em min.

Agradeço a deus vou caminhar para frente.

 

 

 

 

 

 

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